
5G acelera demanda por sites, e Energy Sites aumenta produção
Redação, Infra News Telecom
A expansão das redes móveis no Brasil entrou em um ritmo mais acelerado com o avanço do 5G, da IoT – Internet das coisas e da digitalização de serviços. A necessidade de ampliar a cobertura e aumentar a densidade das redes impulsiona a demanda por novas torres, sites, small cells e soluções indoor, criando um cenário de forte pressão sobre a cadeia de infraestrutura. Estimativas do setor indicam que o país pode precisar de 8 mil a 12 mil novos sites por ano até 2027.
É nesse ambiente de alta demanda que a Energy Sites anuncia sua entrada oficial no mercado, com sede em Alphaville (SP) e estrutura produtiva própria para torres e sites de telecom. A empresa afirma buscar 5% do mercado nacional de infraestrutura passiva nos próximos dois anos.
Segundo dados da Anatel, o Brasil possui mais de 260 milhões de acessos móveis ativos, e o 5G já chegou a todas as capitais e mais de 500 municípios. A projeção é de crescimento acelerado conforme a tecnologia avança para cidades médias, áreas rurais e regiões ainda carentes de infraestrutura — exigindo desde torres greenfield até soluções compactas e camufladas.
O desafio, conforme relatos do setor, é que parte dos fornecedores enfrenta limitações de capacidade, o que afeta prazos e disponibilidade de materiais. “Há empresas que não conseguem atender à demanda atual, recusando pedidos. Nossa fábrica tem tecnologia de ponta e estrutura para escalar entregas rapidamente”, afirma Artur Sarsur, diretor de operações da Energy Sites.
A empresa aposta na combinação de engenharia metalúrgica com mais de cinco décadas de experiência e 20 anos de atuação em telecom. A verticalização produtiva inclui projeto, fabricação, licenciamento, construção e O&M 24/7, com foco em eficiência e redução de prazos. O portfólio abrange torres greenfield, rooftops BTS, DAS indoor, small cells, mobiliário urbano e monitoramento remoto com telemetria e IA.
A Energy Sites também incorpora práticas ESG, como uso de energia solar na produção e processos de menor impacto ambiental. Segundo Sarsur, dominar toda a cadeia produtiva permite maior controle técnico, rastreabilidade e rapidez. “Nosso objetivo é oferecer infraestrutura moderna, eficiente e sustentável, acompanhando o ritmo da transformação digital no país.”
Com a projeção de investimentos entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões no setor até 2026, a empresa busca se posicionar como um novo player nacional capaz de atender ao ciclo de densificação das redes móveis, expansão do 5G standalone e avanço das aplicações de IoT e edge computing.






